O poder de compra da classe média vem encolhendo sem alarde, mas com efeitos profundos no dia a dia. A inflação altera prioridades, muda rotinas e transforma decisões simples em cálculos cuidadosos. O que antes cabia no mês agora exige escolha.
Com o orçamento mais justo, hábitos considerados básicos entram na lista de cortes. Viagens ficam para depois, alimentos mais saudáveis pesam no bolso e até consultas médicas passam a ser adiadas.
Assim, o padrão de vida se ajusta para baixo, mesmo sem queda formal de renda.
O descompasso entre salários e preços explica a pressão contínua. Enquanto contas sobem, a margem financeira desaparece, reduzindo a sensação de segurança. Nesse cenário, a classe média passa a viver no limite entre estabilidade e renúncia constante.
6 itens fora do orçamento da classe média
Os impactos atingem frentes que antes pareciam estáveis para esse grupo. A seguir, veja as seis áreas onde o aperto se tornou evidente no cotidiano.
Busca por adaptação e soluções
Para atravessar o novo padrão de consumo, muitos reorganizam o orçamento mensal e priorizam o essencial. Assim, cresce o interesse por produtos de segunda mão e por entretenimento gratuito.
Enquanto isso, compras por impulso perdem espaço nas listas, assim como itens triviais. O fast-food, que pesa mais por causa dos custos de energia e combustíveis, deixa de ser opção frequente, assim como roupas novas.
Transformar itens essenciais em luxo impõe um desafio amplo à classe média brasileira. Estratégias domésticas ajudam, mas não bastam. Por isso, políticas públicas voltadas a aliviar custos e ampliar acesso devem ser adotadas para apoiar essa faixa diante das mudanças.



