IA vai roubar empregos? Bill Gates afirma que essas 3 áreas escapam

Palcos de TV viraram trincheiras de ideias quando Bill Gates voltou a falar sobre o futuro moldado pela inteligência artificial. Em conversa com Jimmy Fallon, no Tonight Show, o fundador da Microsoft expôs previsões que misturam urgência e longo prazo.

Longe do tom futurista abstrato, Gates descreveu efeitos práticos que já começam a redesenhar profissões. Para ele, a automação avançará de forma ampla e consistente, assumindo tarefas hoje consideradas complexas.

Ainda assim, o bilionário ressaltou que certas funções seguirão dependentes da sensibilidade e do julgamento humanos.

Na projeção de Gates, a próxima década será decisiva para essa virada tecnológica. Muitos trabalhos mudarão de forma radical, enquanto outros desaparecerão ou serão reinventados. O impacto não será pontual, mas estrutural, com reflexos profundos no mercado de trabalho global.

Áreas que vão sobreviver à IA, segundo Gates

Gates sustentou que três frentes manterão forte demanda por criatividade e julgamento. Ele citou as biociências de saúde, as energias alternativas e o desenvolvimento da própria IA como campos que ainda exigem intervenção humana.

Ele destacou como a experimentação e o senso crítico diferenciam esses domínios. Veja quais são as áreas destacadas.

  • Desenvolvimento da IA: apesar do progresso, profissionais seguem essenciais no debugging e no refinamento de algoritmos. Consequentemente, o avanço do setor depende de conhecimento humano para resolver problemas complexos.
  • Biociências de saúde: a pesquisa biológica e médica requer originalidade e pensamento crítico. Embora a IA acelere diagnósticos de doenças, a inovação em terapias e métodos continua ancorada no intelecto humano.
  • Energias alternativas: a expansão de solar e eólica exige especialistas para lidar com regulação e criar modelos de energia. Além disso, fontes confiáveis e constantes, como a energia nuclear, pedem abordagens criativas e adaptáveis.
  • Impacto na redução de empregos

    Embora a transformação alcance o planeta, Gates mencionou números que dimensionam o cenário. Ele apontou previsões de que a IA pode afetar cerca de 300 milhões de empregos no mundo.

    No Brasil, estimativas indicam um impacto em aproximadamente 41% das atividades profissionais.

    Para os próximos dez anos, o bilionário prevê que muitas funções migrem para sistemas automatizados. Ainda assim, reforçou que decisões críticas em ciência, energia e engenharia de software seguem nas mãos humanas. Assim, a cooperação homem-máquina tende a definir produtividade e segurança.

    Dicas para quem entra no mercado

    Gates aconselhou os jovens a escolherem carreiras com base na capacidade de aprendizado e na abertura à mudança. Ele sugeriu a atualização contínua, desde os fundamentos matemáticos até o domínio de ferramentas de IA. Também recomendou o cultivo da criatividade, da comunicação e do pensamento crítico.

    Na avaliação dele, a IA funcionará simultaneamente como ferramenta e concorrente. Portanto, os profissionais ganharão vantagem quando integrarem a automação ao trabalho diário e propuserem soluções originais.